quarta-feira, 31 de outubro de 2007

O Caso do Pé Grande

Está rolando na internet novas fotos de um suposto Pé-Grande. Até aí tudo bem. Internet tem dessas coisas. Muita bobagem e pouco conteudo real. Mas essa nova leva de fotos, feitas por um caçador norte americano no estado da pensilvânia, chama a atenção. Não pela foto ser menos distorcida do que as costumeiras fotos de mistérios, desfocadas e borradas. Chama a atenção principalmente porque a Organização de Pesquisa de Pé Grande afirma que o animal fotografado se parece com um jovem(?) Pé Grande.

É, esse mundo é mesmo estranho. Você jamais saberia precisar a idade de um Pé Grande, não é mesmo? Então ainda bem que existe uma organização americana (texana, na realidade) que estuda esse tipo de animal/ser mitológico e que pode dizer com exatidão a idade do indivíduo fotografado.

Eu não sou estudioso do caso, nem mesmo sou um biologo ou um criptozoologo (alguem que estuda criaturas de habitos reservados), mas se minha opinião servir de alguma coisa posso afirmar que o Pé Grande em questão além de jovem é um traquinas descarado. Fazer Bunda-lê-lê para a camera é coisa de quem ouve Latino.

Por outro lado, a Comissão de Caça da Pensilvânia tem outra opinião sobre o assunto. Para eles as fotos mostram um urso com um gravíssimo caso de sarna.

Pra você que não acredita que ursos pegam sarna, deixo aqui o link para a Sociedade Estudiosa dos Pés-Grande. É em inglês, mas eles tem um blog bem legalzinho.

http://www.texasbigfoot.com/

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Miragens

Cheguei em casa e despenquei no sofá. Coloquei Chelsea Girl, da Nico pra tocar e acabei dormindo alí mesmo. Logo em The Fairest of the Seasons, primeira faixa, fui arremessado para outro plano de consciência. Meio cá, meio lá, com o alcool fugindo por todos os poros possiveis, sonhei com miragens e ilusões. Fatas Morganas. Algumas mais do que outras. Acordei hoje com medo de pisar onde não vejo. Existe um buraco nesse mundo, ele se chama Eterno Agora, e estamos todos entalados nele.


NicoThe Fairest of the Seasons

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Mais uma sobre jornalismo informativo

Ta aqui o link de um exemplo primoroso de como fazer um jornal.

http://www.weeklyworldnews.com/index

"Estatua de Venus de Milo cai do Espaço"... essa sim!

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Ladrão roubado por ladrão tira onda sem perdão!

Preso após praticar dois furtos e um roubo na periferia de Maringá (PR), o desempregado Jorge Luiz Mello Júnior, 19 anos, reclamou da "criminalidade na cidade". O desabafo foi feito após Júnior denunciar que foi assaltado depois de praticar um dos furtos e que os ladrões haviam levado os objetos roubados por ele.

"Maringá está muito violenta. Precisa de mais policiais nas ruas", afirmou o rapaz, indignado com a falta de respeito dos colegas assaltantes.

Júnior foi preso após invadir três casas na zona norte da cidade. Com ele foram recuperados um capacete, um molho de chaves e uma carteira. Levado à delegacia, ele explicou que outra carteira e um celular que ele havia furtado de uma das vítimas tinham sido roubados por uma gangue do bairro.

E não ficou por aí. Indignado, Júnior reclamou da violência durante entrevista ao radialista Geraldo Irineu, da Rádio Cultura AM.

"Vim de São Paulo (SP) há quatro meses e, logo no meu primeiro assalto, sou assaltado", esbravejou.



Tudo bem que ladrão que rouba ladrão tem 100 anos de perdão, mas nesse caso o meliante já ta avacalhando. Mas tudo bem, esse é mesmo um mundo estranho, e quem tem ironia no olhar se dá bem e sai como manchete no jornal da cidade. Atras das grades ou na frente dela. E quem tem mais ironia ainda acaba virando editor de jornal de cidade pequena. Se eu tivesse em meu poder uma grafica ou algum veículo de comunicação de massa, certamente gente feito o nosso ladrão seria o responsavel pela coluna policial. E o colunismo social, pra quem eu entregaria? Para o presidente do PSTU, é claro! De preferencia se ele fosse um daqueles ativistas que está há mais de 15 anos na faculdade, metido em movimentos estudantis até o gogó, e com meia dúzia de processo por desobediência civil.

Ah, se eu tivesse um jornal. Ah, se a população me levasse à sério. Noticia do tipo "Vidente diz que vão morrer 7 mil na festa popular" seria seguido de um imenso infográfico explicando todas as formas de como a tragédeia poderia acontecer. Entrevista com todos os principais pais de santo da cidade e com o pessoal do centro espírita também. E no dia da festa eu colocaria umas 5 equipes montadas com cameras e maquinas fotograficas, gravadores e todo aparato tecnologico para captar fatos, só pra dizer que estaria fazendo uma cobertura completa da desgraça.

Manchetes como "Prefeito coloca sinaleiro na rotatória", seguido de uma "Prefeito tira sinaleiro da rotatória" teria correlatas durante um mês, sempre com títulos "Prefeito não mecheu na rotatória essa semana", "Prefeito passou pela rotatória mas não fez nada" e por aí vai. Até que se decida de uma vez por todas se o transito é a via que leva os transeuntes para casa ou se leva o dinheiro publico para o bolso dos empreiteiros e licitacionários.

"Ah, mas duvido que você tivesse coragem de fazer isso!". Na verdade eu também duvido. Mas certamente é o que eu acho que deveria ser feito. Deixar para as acessorias de comunicação que se preocupem com os fatos publicaveis. O hospital tem uma nova ambulância? Aposto que alguém lá dentro sabe escrever uma redação de 20 linhas contado sobre a doação. A faculdade vai abrir processo seletivo? Deixe eles que contem a propria versão da história. Eu quero mesmo é falar do monstro da piarambeira, do bradador e do meteorito que caiu na granja do seu Taborda, prá lá do sitio dos Valérios.

E quero contar a história do ladrão que foi roubado por ladrão e que tira onda sem perdão.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Secos e Molhados - Rosa de Hiroshima



Eu ia fazer uma analise sobre esse vídeo. Dizer que o preto e branco realçou a performance de Ney Matogrosso e que isso é a coisa mais proxima do verdadeiro teatro grego que já existiu nos ultimos 2000 mil anos. Queria falar da verdadeira Catarse, do que é feito e como um som como o do Secos e Molhados atravessou 30 anos sem perder a atualidade. Queria falr tudo isso e mais ainda. Inclusive queria eu desenvolver ideias que gerariam desconforto biliar no Zaratustra e eterna gratidão e admiração do Tonhão.

Mas fui tomado de subito por uma falta de palavras e um temperamento tacito que me levará a reflexões de outras ordens e outras esferas. Quem sabe um proximo texto.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Graphic Album 01

Já contei aos quatro ventos. Já espalhei a notícia. Já perdi o sono algumas noites pensando e re-formulando as ideias. O fato é que eu tenho uma história pronta. Fechada. Uma história legal, que poderia ser contada e re-contada inumersas vezes. E em inumeros formatos. Eu mesmo já a concebi em forma de livro tradicional, fotonovela, radionovela, novela das sete, hyper-texto e por aí vai. Já joguei a história para o futuro distante, já trouxo para o presente, já vislumbrei um passado glorioso. Hoje eu estou mais proximo de uma estrutura definitiva. Pelo menos a Primeira estrutura definitiva. A matriz, que pode dar origem à outras semelhantes.

Assim vou utilizar recursos do realismo fantastico para contar a história de Salomé, Córdoba e a Maquina de Fazer Dinheiro. E vai ser um album ilustrado. Só me falta encontrar alguém que tope desenhar pra mim. Já tenho material para as primeiras 50 páginas. É só sentar e escrever.

Fiquem agora com o Grande Monge da Gruta:

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

O Mito da Cerveja Nacional.

Quando citei, em meu texto de apresentação, a semelhança entre cerveja e mijo velho, recebi mensagens de desaprovação e trorcidas de nariz, entre outras manifestações contra a minha opinião. Fui inclusive acusado de ser reacionário, de estar ficando velho e de ser partidário da extrema direita nazista. Não sou. Mesmo assim, aos amantes da industria cervejeira do Brasil, e aos militantes do PSTU de Mafra, eu faço aqui o Mea Culpa e explico-me com mais esmero.

Em primeiro lugar, discorrerei sobre o óbvio.

Se cerveja tivesse realmente gosto de mijo velho, não seria interessante o consumo da mesma. Exceto por aqueles que sofrem de doenças mentais e compulsões de re-ingerir os próprios dejetos descartados pelo corpo, duvido muito que houvesse um mercado tão promissor assim para a cerveja, caso ela realmente tivesse uma grande semelhança de sabor com relação ao pejorativo mijo velho. Mas mesmo assim, imaginemos, se as gigantes da cevada aplicassem milhões de Reais em publicidades e se, hipoteticamente falando, o povo brasileiro fosse de fácil persuasão e manipulação, aí quem sabe fosse possivel vender toneladas de litros (?) de um produto de tão baixo e vil bouquet. Mas ainda assim, quero frisar e deixar claro que, caso as cerveja fabricadas em solo pátrio realmente tivessem gosto de mijo velho, e em caso relamente excepcional, fosse suficiente para motivar milhares de pessoas à consumir esse produto, então afirmo que seria mais vantajoso para ambas as partes, industria e consumidor final, que a primeira se aproveitasse unicamente da urina para engarrafar e depositar em gôndolas dos supermercados da vida. Obviamente, e espero que tenha ficado suficientemente claro, que eu não acredito no sentido literal da minha afirmação. Usei-a apenas de forma pejorativa e com motivos jocosos.

Em segundo lugar, falarei das cervejas nacionais em si.

Se nos fosse possivel imaginar uma linha divisória que separasse as diferentes marcas de cerveja fabricadas no Brasil, teriamos então dois grandes grupos, chamados aqui de Grupo A, sendo esse o grupo das cervejas de primeira linha e de custo elevado, e Grupo B, sendo esse o grupo das marcas de cerveja que, pejorativamente, eu chamei de Mijo Velho. Ainda assim, e para uma melhor compreensão, eu sugeriria a criação de mais dois sub-grupos, entretanto não o farei por medo de tornar-me demasiadamente enfadonho em meus devaneios alcoolicos. Pois bem, a cerca do Grupo B afirmo que estão incluidas aqui todas as modalidades cervejisticas que se expõe demasiadamente em anuncios televisivos e midiaticos em geral. Seria da alçada dos estudiosos da comunicação e da publicidade que se tentasse provar alguma relação intrisica no binômio "Melhores Modelos-Piores Cervejas". Reduzindo o universo amostral apenas às modelos do sexo feminino e com os dotes fisicos que popularmente possam ser chamadas de gostosas. Nada de avaliar a relação de Zeca Pagodinho, ou então Baixinho Bigodudo, com o sabor aguado das cervejas. Isso seria de mau gosto e nada provaria. Concluindo o esse estudo, seria desnecessária a preocupação com as marcas de baixo custo e menor valor agregado, sendo que essas naturalmente já sofrem de um preconceito exalado inclusive por parte dos maiores consumidores de cerveja. Fica aqui exlcuido de qualquer juizo de valor em relação às marcas vagabundas que regam as festas de universitários, fruto de patrocinio de politicos e professores mão-de-vacas. São portanto as marcas de cerveja inclusas nesse aclamado popularmente Grupo B as vitimas de minha indignação anteriormente apresentada aqui.

Em terceiro lugar apresentarei a defesa às excludentes.

Com o passar dos anos é natural que apresentemos mudanças de comportamentos, e com elas, mudanças de preferências, enfoques e toda sorte de procedimentos cognitivos que nos fazem ler e re-ler o mundo em nossa volta. Existe uma frase em latim, cujo as palavras eu não saberia recitar, mas que a tradução mais proxima poderia ser "Todas as coisas na natureza mudam, e com elas nós mudamos também". Assim posso afirmar ser natural que nos meus ultimos 15 anos eu tenha sempre galgado patamares superiores no que diz respeito à bebidas alcoolicas. Se em minha adolescência me era suficiente a ingestão do popular Tubão, e se em minha juventudo a cerveja nacional (aquelas do citado Grupo B e que reafirmo, metafornicamente, tem gosto de Mijo Velho) adornou as mesas dos bares em que frequentei, então concluo, satisfeito com minha sabedoria, que É da natureza que de alguns meses para cá, apenas as cervejas congratuladas com o titulo PREMIUM me agradem ao paladar. Assim afirmo que não me recuso em beber as cervejas de marcas nacionais, em hipotese alguma. Sei que em sua função embriagadora elas são de primorosa eficiencia. Mas não me farei de ignorante jamais. Não cairei em seu engodo e nunca mais discutirei qual é a melhor e qual é a pior. Me limito a exprimir opiniões apenas àquelas cujo degustar me seja prazeiroso.

Mas como é da sabedoria popular e do costume que se diga: Gosto é quem nem cú, cada um tem o seu.